Igreja do Sétimo Dia - Movimento do Advento

NEM EU TE CONDENO

Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais. João 8:10, 11

Publicado em 07/08/2014 - 276 visitas - 0 Comentários

Um a um, os acusadores da mulher abandonaram a cena. Ela é deixada sozinha com Cristo. O diálogo final é fantástico. “Ninguém te condenou?”, Ele pergunta. “Ninguém Senhor!”, exclama a mulher. “Nem Eu te condeno; vai e não peques mais”, afirma Jesus. O único que poderia tê-la condenado não o fez. Não é extraordinário?


Alguns gostam de focalizar a parte inicial da frase “nem Eu tampouco te condeno” como uma justificativa ao pecado. Outros preferem a parte final, “vai e não peques mais”, como exigência de justiça própria. As duas partes da afirmação devem permanecer juntas, com a lembrança de que esse é o julgamento de Cristo, não nosso.

 

Não havia nenhuma dúvida quanto à culpa da mulher. Jesus não a condena, Ele a aceita. Ele não absolve sua conduta, absolve sua culpa. Ele não inocenta o ato, mas perdoa a pessoa. Jesus é mestre em encontrar ouro na lama. De um otimismo incrível em receber e transformar os culpados.


Nós temos uma enorme dificuldade em aceitar as pessoas, temendo que com isso estejamos aprovando seus pecados. Somos mesmo incapazes de ver a dor no rosto de nossos filhos quando eles erram. Temos pouca confiança. Amamos pouco. Mesmo as pessoas que mais amamos, nós as definimos para sempre em termos de suas carências, por seu passado e pelos seus desvios.


Como você acha que se sentiu essa mulher? Ela talvez tenha suspirado uma prece de gratidão. Prece que só o Espírito pode interpretar. Não sabemos o nome dessa mulher anônima, onde morava ou quem era. Mas podemos estar certos de que, depois do encontro com Cristo, ela nunca mais foi a mesma pessoa. Esse encontro havia marcado sua vida para sempre. Os olhos brilhavam porque ela havia visto e sentido o maior dos milagres. Um milagre mais belo do que todos os milagres da criação. Mais belo que o cântico de um pássaro na tempestade, mais suave que o perfume de flores no quarto de um enfermo. Mais misterioso que o brilho das estrelas. Mais maravilhoso do que a própria vida. O milagre do perdão!


Quem é você hoje? Está você do lado do dedo que acusa? Lembre-se: apenas a graça e o perdão podem fazer aquilo que nenhum outro instrumento é capaz de fazer. A graça pode transformar mesmo os que julgamos não ter qualquer esperança.

 Amin A. Rodor

 

Gostou do conteúdo? Compartilhe!

Deixe seu Comentário:

Nome:
Email:
Comentário:

Igreja do Sétimo Dia - Movimento do Advento