Igreja do Sétimo Dia - Movimento do Advento

A Pergunta Que não quer se Calar!

"Senhor, quem habitará¡ no Teu tabernáculo? Quem morará no Teu santo monte?" responde o salmista: "Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e fala verazmente segundo o seu coração; aquele que não difama com a sua lí­ngua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo." Sal. 15:1-3.

Publicado em 26/08/2014 - 133 visitas - 0 Comentários

"Senhor, quem habitará no Teu tabernáculo? Quem morará no Teu santo monte?" responde o salmista: "Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e fala verazmente segundo o seu coração; aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo." Sal. 15:1-3. 

Ele exorta os seus irmãos: "Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." Filip. 4:8. 

A inveja não é meramente uma perversidade do temperamento, mas uma indisposição que perturba todas as faculdades. Começou com Satanás. Ele desejou ser o primeiro no Céu e, como não alcançasse todo o poder e glória que buscava, rebelou-se contra o governo de Deus. Invejou nossos primeiros pais, tentando-os ao pecado, e assim os arruinou, e a todo o gênero humano. 

O invejoso fecha os olhos às boas qualidades e nobre ações dos outros. Está sempre pronto a desprezar e representar falsamente aquilo que é excelente. Os homens muitas vezes confessam e abandonam outras faltas; do homem invejoso, porém, pouco se pode esperar. Visto como invejar a alguém é admitir que ele é superior, o orgulho não tolerará nenhuma concessão. Se for feita uma tentativa de convencer de seu pecado a pessoa invejosa, ela se torna ainda mais amarga contra o objeto de sua paixão, e muitas vezes permanece incurável. 

O invejoso espalha veneno aonde quer que vá, separando amigos, e suscitando ódio e rebelião contra Deus e o homem. Procura ser considerado o melhor e o maior, não mediante heróicos e abnegados esforços por alcançar ele mesmo o alvo da excelência, mas sim ficando onde está e diminuindo o mérito dos outros. 

Quando Davi pecou, Deus lhe propôs escolher sofrer a punição de Sua mão ou da mão do homem. O arrependido rei escolheu cair nas mãos de Deus. A terna misericórdia do ímpio é crueldade. O homem falho, pecador, que só pode manter-se no caminho reto pelo poder de Deus, é não obstante duro de coração, incapaz de perdoar o irmão que erra. Meus irmãos em Battle Creek, que conta prestareis ante o tribunal de Deus? Grande luz tem chegado a vós, em reprovações, advertências e apelos. Como tendes espezinhado os raios de luz que o Céu vos envia! 

A língua que se deleita no dano que causa, a língua tagarela que diz: Conte, e eu o espalharei, diz o apóstolo Tiago que é inflamada pelo inferno. Espalha tições de fogo por toda parte. Que importa ao tagarela se ele difama o inocente? Ele não deterá sua obra iníqua, embora destrua a esperança e o ânimo naqueles que já se estão a submergir sob as suas cargas. Só se lhe dá condescender com a sua inclinação de amar o escândalo. Mesmo professos cristãos fecham os olhos a tudo que é puro, honesto, nobre e amável, entesourando tudo que é objetável e desagradável, e publicando-o ao mundo. 

Vós mesmos tendes aberto a porta para que Satanás entre. Tendes-lhe dado honroso lugar em vossas reuniões de investigação ou sindicância. Mas não haveis mostrado respeito algum pelas excelências de um caráter firmado por anos de fidelidade. Línguas ciumentas e vingativas têm colorido atos e motivos para que expressem suas idéias pessoais. Têm feito que o preto pareça branco, e o branco preto. Quando postos em face de suas afirmações, alguns têm dito: "É verdade." 

Admitindo que o fato afirmado seja verdadeiro, isto justificaria vossa conduta? Não, não. Se Deus tomasse todas as acusações que podem em verdade ser levantadas contra vós, e delas fizesse um açoite para punir-vos, vossas feridas seriam mais numerosas e mais profundas do que as que tendes infligido ao irmão ______. Mesmo fatos podem ser apresentados de modo a dar uma falsa impressão. Não tendes o direito de juntar todo relato contra ele e usá-lo para arruinar-lhe a reputação e destruir sua utilidade. Manifestasse o Senhor para convosco o mesmo espírito que tendes demonstrado para com vosso irmão, e seríeis destruídos sem misericórdia. Não sentis compunção de consciência? Temo que não. Veio o tempo desta satânica fascinação libertar o seu poder. Se o irmão ______ fosse tudo o que dele dizeis - e eu creio que não é - ainda assim vosso comportamento seria injustificado. 

 Quando damos ouvidos a uma difamação contra nosso irmão, somos responsáveis pela mesma. À pergunta: "Senhor, quem habitará no Teu tabernáculo? Quem morará no Teu santo monte?" responde o salmista: "Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e fala verazmente segundo o seu coração; aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo." Sal. 15:1-3. 

 Que mundo de vã tagarelice seria evitado, se todo homem se lembrasse de que aqueles que lhe contam as faltas dos outros, com a mesma sem-cerimônia publicarão as faltas dele, em se apresentando oportunidade! Devemos esforçar-nos por pensar bem de todos os homens, especialmente de nossos irmãos, até que sejamos forçados a pensar de outro modo. Não devemos ter pressa em acreditar em relatórios maus. Eles são muitas vezes resultado de inveja ou mal-entendidos, ou podem proceder de exageros ou de uma exposição de fatos tendenciosa. O ciúme e a suspeita, uma vez se lhes tendo dado lugar, espalhar-se-ão aos quatro ventos, como as sementes de cardo. Se um irmão se desvia, é então ocasião de nele mostrardes vosso real interesse. Ide ter com ele bondosamente, orai com ele e por ele, lembrados do preço infinito  que Cristo pagou por sua redenção. Deste modo podereis salvar da morte uma alma e cobrir multidão de pecados.

Fonte: Conselhos sobre Educação, págs. 86-88. (Ellen White)

 

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